segunda-feira, maio 9

O Curso de Futuros e Cenários da Faculdade Escola de Sociologia e Política foi transferido para o segundo semestre


Curso pioneiro de Futuros e Cenários no Brasil será ministrado na FESP, pioneira no ensino de Sociologia e Política no Brasil



O primeiro curso no Brasil de que tenho notícia, a nível de extensão universitária, estará sendo dado por mim no segundo semestre deste ano na FESP. Veja ao lado o programa com as novas datas.


Calcula-se que hoje, no mundo todo, existam cerca de cem futuristas profissionais. Entretanto, também parece haver um acordo que o Futurismo é a profissão do futuro e que será, dentro de algum tempo, uma atividade altamente valorizada e prestigiada.  Hoje ela é exercida por alguns assessores especializados em grandes centros nas matrizes de grandes empresas globais. E por vários Governos, principalmente entre os militares.


Trata-se de uma atividade séria, mas incipiente, que ainda é vítima de toda sorte de distorções, mal-entendidos e até de charlatanices. 


Em geral, falar de Futurismo hoje em dia não desperta interesse, porque a disciplina usa palavras comuns, o que faz as pessoas pensarem que já conhecem tudo a respeito, antes mesmo de saberem de quê se trata.


O curso da FESP propõe uma abordagem sistemática, mais séria e aprofundada do assunto, com destaque para a metodologia de construção de Cenários e Estratégias de Longo Prazo. 


Terá uma abordagem original: além de proporcionar as bases teóricas do estudo, deverá entregar os alunos os alunos já treinados, familiarizados e preparados para adotar a metodologia de Cenários em suas empresas e a trabalhar como Facilitadores. 


A técnica de Cenários é usada em forças armadas do Brasil, dos Estados Unidos, da OTAN e de outros países. É fundamental na estruturação de estratégias de longo prazo de empresas como Royal Dutch Shell, Nestlé, Carrefour, Unilever, Nokia e muitas outras. 


Entretanto, ainda no caso dessas empresas que nos são familiares aqui no Brasil, mesmo as pessoas que nelas trabalham estão pouco preparadas para usar o material informativo a respeito que recebem das matrizes - quando recebem. 


Este curso é portanto importante na integração interna das grandes corporações operando aqui, assim como na modernização da gestão das empresas brasileiras de todos os portes.





PMA 09/05/11


sexta-feira, maio 6

Finalmente o Governo joga a toalha





Depois de espernear na mídia e de algumas tentativas frustradas no mercado de câmbio, finalmente o Governo brasileiro jogou a toalha. Manchete do Estadão (5 de maio de 2001, capa do Caderno de Economia e Negócios):

"Governo desiste de mudança radical no câmbio e usa real forte contra a inflação"



Nada mais restava ao Governo, é claro. Comprar dólares para manter a cotação do real (ou mesmo melhorá-la, em benefício de nossa indústria) não dá mesmo. Não sou economista, mas sempre soube disso.


Vejam, nos Estados Unidos e nos países de cotação AAA ou parecida os juros estão a praticamente zero, um, dois, por cento ao ano.  


Aqui nós falamos em números parecidos de juros ao mês. E de números de dois a três  algarismos ao ano. Nada melhor e mais garantido do que tomar empréstimos nos Estados Unidos e aplicar no Brasil. E o Brasil, com sua política econômica liberal, depende dessa especulação para fechar as contas e pagar os juros de uma dívida pública que só tende a crescer.


Sem medidasmenos ortodoxas e atuação do Governo no mercado de capitais, sobra apenas a taxa de juros para tentar equilibrar os preços. E o resultado é perverso: quanto maior a taxa de juros, maior a liquidez que o País atrai e maior o perigo de um inflação descontrolada.


A inflação já está aí faz tempo. Desde o Plano Real, quando falamos em inflação controlada, é porque estamos achando desprezível uma inflação de mais de 3%, 4% ou mesmo, historicamente, 6 ou 7% ao ano. Incidentalmente, os economistas de plantão no mundo todo estão alertando para o "pânico" das autoridades chinesas com o crescimento chinês, que está trazendo uma inflação absurda e imprevista. De 3% ao ano. Quá, quá, quá...


Na matéria do Estadão, revela-se que "[a] estratégia é aproveitar a cotação do dólar baixo para importar produtos que complementam o consumo interno com preços mais baixo (sic) aos consumidores". E mais adiante, cita-se o Ministro Fernando Pimentel do Desenvolvimento: "É preciso conviver com o câmbio".


Em outras palavras, a indústria nacional que se dane - pois, como declarou "um aliado" de Dilma, "Nem pensar na hipótese de uma aceleração da inflação... Isso significaria perder todo o nosso cacife político".


Com a política ortodoxa em curso desde o Plano Real e o desmonte iniciado no Governo Collor, vamos cada vez mais ser uma economia dependente. Talvez uma colônia cheia de gadgets e exportadores de commodities e aparelhos aqui montados por grandes multinacionais. 


Se conseguirmos a vitória do etanol, sonho brasileiro de adoção mundial desse combustível, a ser produzido no Brasil, vamos nos tornar um imenso Nordeste, no pior sentido histórico: plantadores de cana de açúcar, talvez até ricos per capita. 


Você sabia que, no Século XVII, no auge do monopólio brasileiro do açúcar, os brasileiros eram as pessoas mais ricas do mundo?


É claro que, entre os brasileiros, não se contavam escravos (africanos e crioulos, i.e., negros criados aqui mesmo), que eram apenas ativos possuídos pelos brasileiros. Vejam no que deu...


Seguindo essa direção, seremos cada vez mais uma nação dependente. 


Não foi esse o caminho que levou os Estados Unidos a ser o que são. Nem o Reino Unido, nem todos os demais países capitalistas desenvolvidos. Nem a China, nem a Coréia.


Logo mais estaremos comentando o que significa realmente a globalização. Ou a "globoseira" ("globalloney"), tal como denominada em matéria de The Economist.






maio 2011



quarta-feira, abril 13

Crises econômicas do capitalismo



Esta link levará você a uma maravilha da canção americana, por Al Johnson. Grande cantor, grande intérprete, voz característica e inconfundível. Esta música retrata bem os tempos da crise de 29-30-40. 


Ele (o cantor) se orgulha de ter trabalhado para construir os maiores ícones do progresso urbano ("este prédio", "esta ponte"), que "agora estão feitas; mano, pode me dar dez centavos?". 


E aí vem a solução: ele é convocado para a Guerra.


Veja em http://youtu.be/4F4yT0KAMyo 


E aí nós, ocidentais e cristãos, agora estamos intervindo na Líbia. As coisas não acontecem como planejado na mídia. Fazem-me lembrar de como começou a Guerra da Coréia, o incidente do Golfo de Tonkin, a Guerra do Vietnã, a primeira invasão do Iraque (justificável para proteger o Kowait?), a Segunda Guerra do Iraque, a Guerra no Afganistão. E agora as coisas se abrem para toda a região árabe do Norte da África, a região do petróleo.


Quantas vidas e ideais deverão ser sacrificados para a Grande Potência (ou "As Grandes Potências") perderem guerras sucessivas só para demonstrar sua força e capacidade de destruição? Será que eu sou paranóico ou será que "eles" nunca aprendem?


Não vou explicar mais, ainda que sob o risco de ser mal interpretado - mas não redundante. 


Se quiserem mais detalhes, consultem o Luiz Eça em


http://www.politicinter.blogspot.com/


Desejo boa sorte a todos nós.




pma 13/04/11

terça-feira, abril 12

As perdas do politicamente correto



Uma das minhas cantoras favoritas era, ou é, Ertha Kitt. Uma canção tão fascinante e bem humorada como a do link a seguir hoje talvez não fosse um sucesso. E talvez a ranzinzice moderna não daria muita atenção a essa diva espetacular da música popular americana. Veja em
http://youtu.be/Jgu-dz8jLOs

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